quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nostalgia

Passei o feriado de 7 de setembro na fazenda da minha avó! Um lugar mágico que, para mim, é uma extensão da minha casa. Aonde passei todas as ferias, muitos feriados e me diverti bastante!!! Desde pequena aquele lugar é um refresco para a minha alma.

Passei lá diversas coisas deliciosas. Quando criança eram as brincadeiras, guerra de laranja podre no pomar, fazer bolo de barro, fazer teatrinho para toda a família assistir (coitados), cantar com todos os primos no natal “quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz....” e se achar a melhor cantora do mundo, subir na arvore e me espatifar, tomar muita chuva e cair na piscina, comer torradinha, tutu de feijão, torresmo, manga no pé, brigadeiro com bolacha, torta de maça, manjar branco, goiabada com queijo, bala chita, ...

Quando já pré adolescente, chamava os amigos também paulistas para ir para a fazenda conversar e nadar, ir ao clube passar o dia, comer picadinho com catupiry, tomar sorvete de coco com baba de moça, ficar horas na piscina debochando do sotaque dos amigos barretenses, começar a ir nas baladinhas, ir ao Barbosa, tomar a primeira caipirinha, o primeiro whisky, a primeira cerveja, o primeiro “cu de burro” (copinho de suco de limão com sal nas bordinhas para tomar com cerveja com gelo), ter os primeiros paqueras, e alguns namorados, isso já com meus 16 anos.

Ir às festas e ficar até o dia amanhecer sem nem perceber, ir a todas as Festas do Peão, todos os Carnavais, e jogar muita, mais muita Tranca. Era delicioso... tudo isso me faz ver como a fazenda foi importante na minha vida. Hoje, já mais velha e com uma filha, torço para que ela tenha a mesma vivencia que eu. Mas, do jeitinho dela, é claro, e que seja feliz ali, como eu fui e sou. Aquele lugar onde minha família se encontra e todos aqueles sentimentos deliciosos voltam. O cheiro, o sabor da comida, as pessoas, a nostalgia toma conta e enche meu peito de alegria e tristeza.
Quando não estou por lá e quero matar um pouquinho a saudades, vou a alguns lugares aqui mesmo em São Paulo, que me confortam. Tem umas lojinhas que tem uma cara de coisas do interior, como a Coisas da Dóris, que vende de tudo um pouco, e as coisas são lindas!


O Bar Mercearia São Roque também parece que tem um pouco de Barretos. Quando vou lá, tenho a sensação de estar no Barbosa apesar de às vezes não ter ninguém conhecido.




Essas são as minhas dicas para quem também gosta de uma vida interiorana ou tem saudades da sua infância.
Bjos
Fla


www.coisasdadoris.com.br

Um comentário:

  1. ai Fla, quase chorei lendo seu texto inspirado e lembrando da minha infância, rsrs
    xoxo
    Rafa

    ResponderExcluir